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Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é

"Tati Bernardi é nossa Sex & The City. Qualquer uma das quatro. Ou todas elas. Minhas amigas que lêem seus textos, seja nas revistas, nos blogs ou nos livros, sempre dizem se identificar muito: "Caraca, tipo assim, fala sério, ela diz muito o que a gente pensa e sente". Tá, minhas amigas não são adolescentes, isso foi só pra dar um colorido. O que me assusta é que eu sou homem e também - caraca, tipo assim, fala sério - vivo me identificando. Só que do outro lado: como personagem, com qualquer um daqueles homens que passam pelas suas palavras e sentimentos. Já levei muito tapa na cara lendo suas crônicas. E quer saber? Gostei. Tati é a prova de que um tapinha - quando bem dado - não dói nem um pouco."
Bruno Mazzeo - humorista, roteirista e ator

 

 

"O azar da Tati é que ela não bebe. Essa incômoda lucidez a persegue, sussurrando em seu ouvido que as pessoas, quando dizem as coisas, não estão dizendo as coisas; que aquilo que se mostra não é o que se pensa; que há um abismo entre o que a gente gostaria que a vida fosse e o que a vida é. Esse fosso intransponível é o que leva as pessoas a beber. Ou a escrever. A nossa sorte é que a Tati não bebe."
Antônio Prata - escritor

 

 

Não se engane, este não é só um livro de chick lit - ou literatura de mulherzinha, se preferir. Tati Bernardi passeia pela literatura confessional, pelo humor neurótico e pela crônica urbana com a mesma facilidade. Modo de dizer, claro, porque de "fácil" ela só tem a fluidez do texto. A vida, ela só complica.
João Ximenez Braga - roteirista, escritor e jornalista

 

 

Tati pequena, Tati imensa, pensa, fala, escreve, descreve, apaga, rabisca, arrisca, petisca, cozinha, sozinha, ama, come, chama, grita, È calma, aflita, instiga, antenada, informada, apaixonada, sussurra, pula, vive, livre, acredita em bolas perdidas, duendes e amores impossÌveis. Ela dá linha na pipa, dá bola, chuta, deita e rola... E quer mais!
Evandro Mesquita

 

 

Mulher que escreve sobre mulher, gente moderna que fala coisa de gente moderna, otimistas que pretendem melhorar a nossa vida (e/ou a deles), pessimistas que fazem piada sobre a condição humana, e por aí vai. As páginas de papel e as telas de computador estão lotadas de textos que tecem comentários a respeito do mundo em que vivemos.
Tati Bernardi comenta esses nossos dias de hoje com uma graça espantosa, uma generosa capacidade de rir de si mesma, um olhar que consegue enxergar vários pontos de vista, e um estilo forte e atrevido, além do extremo bom gosto. Vai muito além da “moça que escreve bem sobre o seu tempo.” … diferente. Tati é uma escritora e isso fica muito claro em cada idéia, cada imagem, na ousadia, no ritmo, na sonoridade, na forma. Às vezes, sua sinceridade é tão desconcertante que a gente fica pensando se quem fala é ela, ou um personagem: “...eu sou um pouco mais estranha do que ser estranha permite. Sou estranha além do charme de ser estranha.” Seja ela, seja um personagem, essa menina estranha chega lá no miolo das nossas doidices, manifesta nossos sentimentos mais secretos e escreve bem pra caramba. Bem vinda ao mundo das palavras que provocam a gente, Tati.
Adriana Falcão